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Para fechar 2018 no azul, é preciso se planejar desde já

04/01/2018

De cada cem famílias brasileiras, 62 estão terminando o ano com contas em atraso e outros tipos de dívidas, como cheque especial, cartão de crédito e empréstimos. Os números são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O levantamento é referente a novembro e mostra ainda que o percentual dos que não pagam suas contas em dia está aumentando: no mesmo mês de 2016 os endividados eram 59,6%. Para não repetir o erro e chegar ao fim de 2018 com uma pilha ainda maior de boletos e contas, é preciso começar o planejamento o mais rápido possível, antes mesmo de o ano começar.

“A primeira coisa é a pessoa ter consciência dos atos negativos que permitiram que ela terminasse o ano no vermelho. A vida financeira é consequência dos nossos atos”, explica o consultor de finanças pessoais Carlos Eduardo Costa. Para o especialista, é necessário adotar uma série de medidas durante os 12 meses do ano para terminar no saldo azul. A primeira delas é identificar os gastos da família para saber onde é possível cortar. “Perceber para onde está indo o dinheiro é o ponto de partida”, destaca.

A consumidora Sílvia*, 31, não consegue se desvencilhar do cheque especial há pelo menos quatro anos. Ela e o marido terminaram 2017 no vermelho. “O que mais pesa no orçamento é o aluguel, que consome quase metade do meu salário”, diz.

Juntos, ela e o marido têm uma renda mensal de R$ 7.000, valor que ela não considera ruim, mas, sem planejamento e com gastos imprevistos, não é suficiente para fechar as contas. “Não temos uma poupança, e fica bem difícil quando o carro estraga ou algum animal fica doente”, detalha. O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), por exemplo, não é quitado pelo casal. “Não conseguimos guardar o dinheiro”, afirma.

Limite. A solução para a situação do casal e de muitos outros consumidores que querem terminar 2018 no azul é planejamento. Segundo Costa, uma boa estratégia pode ser pagar primeiro as dívidas que têm juros maiores. Além disso, é preciso priorizar os gastos e não fazer novas dívidas. As pessoas podem também parcelar alguns impostos nos quais não há incidência de juros, como o IPTU. “A dívida é como a febre. É um sintoma. A pessoa precisa encontrar onde está o desequilíbrio financeiro”, afirma o consultor.

Sílvia e o marido também não costumam eleger prioridades e estabelecer limites. “Quando saímos, gastamos sem preocupação”, assume. Nesse caso, o especialista alerta que é preciso controlar as despesas e, em algumas situações, se privar ou reduzir despesas com lazer, por exemplo, até que as contas estejam equilibradas. “Não é possível fazer tudo. A pessoa pode ir intercalando as escolhas”, finaliza o especialista.

Fonte: O Tempo

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