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Relatório do Fundo de Investimentos da OABPrev-PR

26/05/2020

O número de novos casos de coronavírus em diversos países do mundo tem dado sinais de estabilização ao mesmo tempo em que o custo econômico da adoção de medidas de isolamento social fica cada vez mais aparente. Diante desta tendência, diversos países começaram a preparar, ou mesmo iniciar, medidas de reabertura de suas economias. Paralelamente, os bancos centrais e governos estão provendo um nível de estímulos sem precedentes. O otimismo produzido pela possiblidade de uma retomada da atividade neste ambiente de amplo estímulo levou os mercados a forte alta em abril. Compõe ainda o cenário a alta volatilidade nos preços do petróleo, acentuada pela exaustão da capacidade de estocagem e pela vertiginosa queda na demanda, que chegaram a levar o preço do contrato futuro do petróleo WTI para o território negativo durante a rolagem do contrato de maio.

No Brasil, a elevação nas estimativas de impacto da crise advinda da pandemia de Covid 19 sobre a atividade doméstica, e a consequente deterioração nas previsões de contração do PIB para este ano, foi acompanhada de um forte aumento do pacote fiscal para atenuar estes efeitos. A retomada de uma agenda de reformas após a crise, portanto, torna-se crucial para garantir a sustentabilidade da dívida pública. Neste contexto, e a despeito dos ruídos políticos, que seguem elevados, foram positivos os sinais do Planalto de que o ministro Paulo Guedes segue como formulador das medidas econômicas, indicando que uma continuidade da pauta liberal seria o cenário mais provável. Em relação à inflação, os dados divulgados ao longo do mês ratificam o caráter deflacionário da atual crise e devem levar as expectativas de mercado para níveis significativamente abaixo do piso da meta. Diante deste cenário, vemos o Banco Central reduzindo a Selic em 50bps em maio e sinalizando a possibilidade de novo ajuste em sua reunião seguinte.

O mês de abril, conforme esperado, continuou sendo bastante desafiador para o mercado de ações, ainda que a alta do mercado tenha sido expressiva. A volatilidade continua extremamente elevada, reflexo da crise econômica causada pelo COVID-19, mas também pela enorme crise política na qual mergulhamos. O poder executivo tem adicionado níveis elevados de tensão, quando deveria justamente ser o apaziguador de qualquer crise política, no sentido de unir todos os entes da federação e todos os poderes da República. No mercado de renda fixa, durante a maior parte do mês, foi possível observar um importante fechamento da curva de juros. No entanto, em função da crise política no final do mês, observamos novamente o aumento da volatilidade nesta classe e um achatamento nos retornos, ainda que tenham permanecido em terreno positivo no mês. Com juros historicamente baixos, ambiente político conturbado e perspectiva de recuperação mais lenta da atividade, sinalizam a manutenção de uma taxa de câmbio ainda depreciada.

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