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Relatório mensal de investimentos

11/08/2020

No mês de julho, os dados de atividade no mundo surpreenderam positivamente, principalmente devido à continuidade dos estímulos fiscais, que mantiveram a transferência de renda em diversos países. Em relação ao coronavírus, seguem as notícias positivas quanto à evolução do desenvolvimento das principais vacinas. Na última semana do mês, ocorreu o comitê de política monetária do Fed (Fomc), onde mantiveram-se os juros inalterados. O presidente do Fed, Jerome Powell, defendeu um apoio fiscal adicional para ajudar na recuperação da economia americana, ressaltando que a instituição deve seguir tomando medidas contra as pressões deflacionárias, e sinalizando que a economia demanda uma atuação de política monetária acomodatícia, talvez por período prolongado. Neste sentido, não trouxe medidas de estímulos novas, mas sinalizou que a revisão de seu arcabouço de política monetária será apresentada (forward guidance), talvez na próxima reunião. Adicionalmente, o programa de auxílio emergencial nos EUA encerrou no último dia do mês, enquanto as discussões no Congresso americano seguiam inconclusivas em relação à sua prorrogação, tanto no que tange ao prazo como quanto ao valor, fato que vem despertando cautela nos investidores, uma vez que diversas regiões ainda seguem com medidas restritivas em relação ao distanciamento social. Vale destacar que, em caso de não postergação destes estímulos, ou ainda que renovados, o sejam em valores inferiores, a atividade econômica nos EUA poderá ser impactada negativamente, nos próximos meses. Soma-se a este contexto desafiador a eleição presidencial norte-americana, atraindo cada vez mais a atenção dos investidores, à medida que se aproxima, principalmente, por conta das últimas pesquisas, que sinalizam um avanço da oposição Democrata.

No Brasil, os dados de atividade econômica divulgados em julho (referentes ao mês de maio) seguiram surpreendendo positivamente, em função da redução no distanciamento social em maio e devido aos programas de auxílio emergencial de renda do governo, reforçando que o momento de contração mais aguda da economia ocorreu no mês de abril. A inflação no Brasil subiu em julho, na medição do IPCA-15, em relação aos meses anteriores, porém bem menos do que era esperado pela maioria dos economistas. O mercado reagiu à surpresa negativa do IPCA com aumento de apostas de corte adicional da taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom), que ocorrerá no dia 5 de agosto. 
Ao longo do mês, o mercado de juros teve desempenho positivo, com fechamento das taxas de juros reais e nominais, principalmente nos vencimentos intermediários e longos. Na parte de moedas, observamos uma leve redução da volatilidade do câmbio, com valorização do Real, em função de um movimento global de Dólar mais fraco, mas limitada pela perspectiva de um novo corte de juros na próxima reunião do Copom. No mercado de crédito privado, seguimos observando um bom desempenho dos ativos corporativos, mediante o aumento da demanda compradora. O Ibovespa, em recuperação e no seu quarto mês seguido de alta, subiu 8,3% em julho e apresentou um dos melhores desempenhos entre as bolsas globais. A recuperação dos dados de atividade econômica, em conjunto com um ambiente de juros baixos e liquidez abundante, favorecem o apetite a risco e a migração da classe de ativos de Renda Fixa para a Bolsa. Adicionalmente, a agenda política mostra sinais de melhora gradual nas tensões políticas no país.

 

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