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Relatório Mensal de Investimentos

18/09/2020

No cenário internacional, iniciamos o mês com a repercussão dos indicadores de julho dos gerentes de compra (PMI), apurados pela Markit/Caixin e divulgados na China, indicando que a segunda maior economia do mundo está muito próxima de superar os efeitos negativos da pandemia. Em relação à política monetária, o destaque foi a sinalização recente do Fed (Banco Central Americano), de que passará a buscar uma inflação média de 2%, ao longo do tempo, o que implica um cenário de liquidez abundante e provável manutenção de taxas próximas de zero por um período, em tese, muito mais longo.

Os avanços no desenvolvimento de vacinas, somados aos expressivos estímulos fiscais e monetários observados nos principais mercados, continuam sendo os elementos chave na manutenção das expectativas, por parte dos agentes econômicos, de uma retomada de crescimento, ao mesmo tempo em que favorece a procura por ativos de maior risco. Por fim, o quadro eleitoral americano se tornou mais competitivo. O próximo evento com data marcada para a eleição é o primeiro debate, em 29 de setembro.

No Brasil, iniciamos a primeira semana do mês com a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que promoveu mais um corte residual de 0,25 ponto percentual na Selic, levando-a à 2% ao ano. Ao longo do mês, o foco esteve no ambiente político, notadamente em discussões no âmbito fiscal, que tiveram um peso preponderante na determinação dos preços dos ativos.

No âmbito da atividade, os dados divulgados referentes ao mês de junho demonstram que a economia segue em recuperação, na margem, sobretudo na parte de indústria e comércio. No entanto, o setor de serviços ainda apresenta uma trajetória de recuperação lenta. No que tange ao padrão de consumo das famílias, observou-se importante impacto derivado da política fiscal do Governo, principalmente devido a mecanismos de transferência de renda, fato este que suscita dúvidas quanto à sustentabilidade de uma recuperação nos anos seguintes, notadamente pelo fato de que muitos dos referidos estímulos possuem prazo determinado.

Agosto foi marcado por um desempenho mais negativo dos ativos brasileiros, em termos absolutos e também relativos, quando comparado aos ativos de risco globais. No mês, o Ibovespa caiu 3,4% devido às novas incertezas políticas e uma percepção pior em relação à situação fiscal, se descolando das bolsas americanas, que alcançaram novas máximas no mês. O mercado de juros também sofreu bastante oscilação no mês.

A discussão sobre o cenário fiscal, cada vez mais desafiador, levou o mercado a precificar as taxas dos juros futuros em patamar mais elevado, nos títulos de vencimentos mais longos. No mercado de crédito privado, observamos a continuidade do desempenho positivo dos ativos, com destaque para o segmento corporativo. Os indicadores técnicos sugerem, por ora, a continuidade desse movimento de recuperação dos ativos de crédito.

No ambiente atual, caracterizado por crescente desconfiança em relação à trajetória fiscal futura, será importante avaliar a forma com que as proposições de investimentos públicos e o programa de sustentação da renda serão encaminhados no sentido de preservar o teto dos gastos. Temores de alterações nas diretrizes básicas da política econômica, com chances de uma guinada em direção ao desenvolvimentismo, exacerbam os riscos locais, mantendo os preços dos ativos e os prêmios de risco pressionados.

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